Enunciado
O MP ajuizou ACP por dano ambiental contra um estado federado que permitiu a uma empresa agrícola reflorestar uma grande área degradada com mudas de árvores transgênicas. O MP alegou que, quando crescessem, tais árvores poderiam ter impacto na hidrologia da região, entre outras repercussões desconhecidas, por serem mudas modificadas. Na defesa, o réu alegou que a empresa agrícola tinha de ser citada em litisconsórcio necessário; que o MP não se desincumbiu do ônus de provar o dano à hidrologia do terreno; que a utilização das mudas transgênicas decorreu de força maior, por terem as nativas sido destruídas em um incêndio pouco antes da época própria para o plantio. Nessa situação hipotética, de acordo com a jurisprudência do STJ,
Alternativas
- A.a responsabilidade por dano ambiental é objetiva, mas será afastada se for comprovada a ocorrência da alegada excludente de responsabilidade civil do ente federado por motivo de força maior.
- B.o valor a ser arbitrado para a reparação civil dos danos ambientais deverá ser alto o suficiente para caracterizar punição ao infrator.
- C.é aplicável o princípio da precaução, impondo-se a inversão do ônus probatório.
- D.procede o argumento de que a empresa privada deve ser incluída no polo passivo, por se tratar de litisconsórcio necessário.
Gabarito: alternativa correta destacada.
Comentario
Por que as demais estão erradas: A) A responsabilidade civil por dano ambiental é objetiva e, no STJ, orienta-se pela teoria do risco integral, não se afastando por excludentes como caso fortuito ou força maior. B) A reparação civil ambiental tem finalidade reparatória, compensatória e preventiva, mas não se arbitra como punição civil autônoma ao infrator, nos moldes de punitive damages. D) Não há litisconsórcio passivo necessário entre todos os possíveis responsáveis pelo dano ambiental, pois a responsabilidade é solidária, podendo o autor escolher contra quem demandar.