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Questão comentada sobre Coisa julgada secundum eventum probationis na ação popular

Enunciado, alternativas e comentario aberto para indexacao, revisao e conexao com aulas e materiais relevantes.

FGV2023Tribunal de Justica do Estado do Espirito SantoJuiz Substituto

Enunciado

Na TJES 2023 - Juiz Substituto - FGV Tipo 1, no tema Coisa julgada secundum eventum probationis na ação popular, no que concerne à ação popular, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A.
    o Ministério Público poderá assumir o seu polo ativo na hipótese de abandono da causa pelo autor original, mas não se este desistir da ação;
  2. B.
    a sentença que julgar improcedente o pedido por insuficiência do conjunto probatório não poderá ser objeto de impugnação por ação rescisória;
  3. C.
    a pessoa jurídica de direito público cujo ato seja alvo de impugnação, ainda que esteja convencida de sua ilegalidade, não poderá se abster de contestar o pedido;
  4. D.
    o autor tem legitimidade para manejar recurso de apelação, mas não qualquer outro cidadão, devendo o juiz da causa, na hipótese de sua interposição, negar-lhe seguimento;
  5. E.
    a sentença que julgar procedente o pedido está sujeita ao duplo grau de jurisdição obrigatório.

Gabarito: alternativa correta destacada.

Comentario

A alternativa B está correta. A improcedência da ação popular por deficiência de prova não forma coisa julgada material contra nova ação fundada em prova nova. Por isso, a sentença não se estabiliza de modo a ser desconstituída por ação rescisória; a técnica legal é a renovação da demanda. O Ministério Público e qualquer cidadão têm os poderes substitutivos e recursais previstos na lei. A alternativa A está errada: o Ministério Público pode prosseguir tanto no abandono quanto na desistência. A alternativa B está correta: aplica corretamente a coisa julgada secundum eventum probationis e a inadequação da rescisória. A alternativa C está errada: a pessoa jurídica pode abster-se de contestar ou atuar ao lado do autor quando isso atender ao interesse público. A alternativa D está errada: qualquer cidadão pode recorrer de sentença contrária ao autor popular. A alternativa E está errada: o reexame necessário incide na carência ou improcedência, não na procedência.

Base legal

Lei 4.717/1965, arts. 6º, § 3º, 9º, 17, 18 e 19.