Enunciado
Racionalismo e empirismo são não apenas correntes filosóficas, mas duas formas de pensamento que propõem modos diferentes de compreender a realidade e a verdade. As características corretas dessas duas correntes são:
Alternativas
- A.racionalismo: opera dedutivamente e se baseia numa ideia fundante; empirismo: opera indutivamente e se baseia num fato fundante;
- B.racionalismo: se baseia na percepção dos sentidos e busca a verdade a partir de experiências sensíveis; empirismo: se baseia numa razão inata e busca a verdade pela lógica;
- C.racionalismo: afirma o princípio da utilidade como meio para julgar uma ação e dá ênfase às consequências; empirismo: afirma o imperativo categórico como base para a ação e dá ênfase aos princípios;
- D.racionalismo: entende o justo como afirmação do bem-estar geral e é uma corrente teleológica; empirismo: entende o justo como garantia do direito individual e é uma corrente deontológica;
- E.racionalismo: nega que a evolução do espírito ocorra por meio do processo formado por tese, antítese e síntese; empirismo: afirma que a evolução do espírito ocorre por meio do processo formado por tese, antítese e síntese.
Gabarito: alternativa correta destacada.
Comentario
A alternativa A está correta. O racionalismo toma a razão e princípios ou ideias fundamentais como ponto de partida e opera tipicamente por dedução. O empirismo parte da experiência sensível e de fatos observados, construindo conhecimento por indução. As demais alternativas trocam as correntes ou importam distinções de ética, justiça e dialética que não definem racionalismo e empirismo.
A alternativa A está correta: distingue corretamente ideia fundante e dedução de fato fundante e indução.
A alternativa B está errada: inverte os fundamentos epistemológicos das duas correntes.
A alternativa C está errada: confunde racionalismo e empirismo com utilitarismo e ética kantiana.
A alternativa D está errada: substitui epistemologia por oposição entre teorias teleológicas e deontológicas da justiça.
A alternativa E está errada: atribui às correntes posições sobre a dialética hegeliana que não as caracterizam.