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Questão comentada sobre Carreira de Analista Jurídico da PGE-RN (LC 739/2023)

Enunciado, alternativas e comentario aberto para indexacao, revisao e conexao com aulas e materiais relevantes.

Cebraspe2026PGE-RN 2026 - Concurso para Analista Jurídico - Prova ObjetivaAnalista Jurídico

Enunciado

Nos termos da Lei Complementar estadual n.º 739/2023, analista jurídico da PGE/RN recém-empossado que seja designado para atuar em autarquia do mesmo estado

Alternativas

  1. A.
    poderá ser promovido à classe superior assim que concluir o estágio probatório.
  2. B.
    poderá produzir informações jurídicas de processos administrativos, sem necessidade de supervisão.
  3. C.
    será lotado na PGE/RN, e não na autarquia estadual para a qual foi designado.
  4. D.
    ficará sem promoção por merecimento durante cinco anos caso seja advertido disciplinarmente nos dois primeiros anos de exercício no cargo.
  5. E.
    poderá atuar como preposto em audiências extrajudiciais, independentemente de autorização.

Gabarito: alternativa correta destacada.

Comentario

Correta: A alternativa C está correta porque a LC estadual 739/2023 organiza a atuação dos analistas nos Núcleos Desconcentrados da PGE junto aos órgãos e entidades de direito público do Estado (art. 8º, §§ 1º e 2º), e o art. 6º, § 2º, dispõe que os servidores do Quadro de Pessoal da PGE com exercício nesses núcleos "são considerados lotados na Procuradoria-Geral do Estado, para todos os fins". Assim, o analista designado para atuar junto a uma autarquia continua lotado na PGE.

Por que as demais estão erradas:
A) A alternativa A está incorreta porque o estágio probatório não abre a promoção: o art. 12, § 3º, da LC 739/2023 diz que os analistas "somente poderão ser promovidos após 5 (cinco) anos de efetivo exercício na respectiva Classe", prazo maior que os 3 anos exigidos para a estabilidade (art. 8º, § 3º).
B) A alternativa B está incorreta porque as atribuições do analista, inclusive produzir informações jurídicas (art. 8º, I), são exercidas "sob a supervisão de Procurador do Estado" (art. 8º, § 1º, da LC 739/2023).
D) A alternativa D está incorreta porque a advertência impede o analista de concorrer à promoção por merecimento só se aplicada no período de 1 ano imediatamente anterior à vaga (2 anos em caso de suspensão), conforme o art. 13, parágrafo único, II, da LC 739/2023; a lei não prevê impedimento de cinco anos decorrente da advertência. O prazo de 5 anos do art. 12, § 3º, é o interstício na classe, exigido de todos os analistas, punidos ou não.
E) A alternativa E está incorreta porque a atuação como preposto em audiências judiciais e extrajudiciais depende de autorização de Procurador do Estado ou do titular do órgão ou entidade em que atue (art. 8º, IV, da LC 739/2023).

Base legal

Fundamento: arts. 6º, § 2º, 8º, 12, § 3º, e 13, parágrafo único, da Lei Complementar estadual 739/2023 (RN)

Art. 6º, § 2º: "Os servidores do Quadro de Pessoal da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) com exercício nos Núcleos Desconcentrados são considerados lotados na Procuradoria-Geral do Estado, para todos os fins."
Art. 8º: "São atribuições do cargo [...] de Analista Jurídico: I - promover a análise de processos administrativos e produzir informações jurídicas; [...] IV - atuar como preposto em audiências judiciais e extrajudiciais, desde que autorizados por Procurador do Estado ou titular do órgão ou da entidade em que atue; [...] § 1º As atribuições de que trata o caput serão exercidas no âmbito dos Núcleos Desconcentrados [...] sob a supervisão de Procurador do Estado, perante os órgãos ou entidades submetidos ao regime de direito público da Administração Pública Estadual."
Art. 12, § 3º: "Os Analistas Jurídicos somente poderão ser promovidos após 5 (cinco) anos de efetivo exercício na respectiva Classe."
Art. 13, parágrafo único: "Não poderá concorrer à promoção por merecimento o Analista Jurídico que se encontre: [...] II - punido com advertência no período de 1 (um) ano imediatamente anterior à ocorrência da vaga ou de 2 (dois) anos em caso de suspensão."