Enunciado
Texto CG1A01BBB 1 Não são muitas as experiências exitosas de políticas 2 públicas de redução de homicídios no Brasil nos últimos vinte 3 anos, e poucas são aquelas que tiveram continuidade. O Pacto 4 pela Vida, política de segurança pública implantada no estado 5 de Pernambuco em 2007, é identificado como uma política 6 pública exitosa. 7 O Pacto Pela Vida é um programa do governo do 8 estado de Pernambuco que visa à redução da criminalidade e 9 ao controle da violência. A decisão ou vontade política de 10 eleger a segurança pública como prioridade é o primeiro marco 11 que se deve destacar quando se pensa em recuperar a memória 12 dessa política, sobretudo quando se considera o fato de que o 13 tema da segurança pública, no Brasil, tem sido historicamente 14 negligenciado. Muitas autoridades públicas não só evitam 15 associar-se ao assunto como também o tratam de modo 16 simplista, como uma questão que diz respeito apenas à polícia. 17 O Pacto pela Vida, entendido como um grande 18 concerto de ações com o objetivo de reduzir a violência e, em 19 especial, os crimes contra a vida, foi apresentado à sociedade 20 no início do mês de maio de 2007. Em seu bojo, foram 21 estabelecidos os principais valores que orientaram a construção 22 da política de segurança, a prioridade do combate aos crimes 23 violentos letais intencionais e a meta de reduzir em 12% ao 24 ano, em Pernambuco, a taxa desses crimes. 25 Desse modo, definiu-se, no estado, um novo 26 paradigma de segurança pública, que se baseou na 27 consolidação dos valores descritos acima (que estavam em 28 disputa tanto do ponto de vista institucional quanto da 29 sociedade), no estabelecimento de prioridades básicas (como 30 o foco na redução dos crimes contra a vida) e no intenso debate 31 com a sociedade civil. A implementação do Pacto Pela Vida foi 32 responsável pela diminuição de quase 40% dos homicídios no 33 estado entre janeiro de 2007 e junho de 2013. José Luiz Ratton et al. O Pacto Pela Vida e a redução de homicídios em Pernambuco. Rio de Janeiro: Instituto Igarapé, 2014. Internet: (com adaptações). No texto CG1A01BBB, a partícula “se” foi empregada para indeterminar o sujeito em
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Gabarito: A
A alternativa A está correta porque, em "quando se pensa em recuperar a memória dessa política" (linha 11), o verbo "pensar" é transitivo indireto (pensar em algo) e não há sujeito expresso. Nesse caso, o "se" é índice de indeterminação do sujeito: não se sabe quem pensa, e o verbo fica na 3ª pessoa do singular.
Base legal: Fundamento: funções da partícula "se" Com verbo transitivo indireto, intransitivo ou de ligação, na 3ª pessoa do singular e sem sujeito expresso, o "se" que não é reflexivo nem parte integrante de verbo pronominal é...
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