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Questão comentada sobre Paradoxo

Enunciado, alternativas e comentario aberto para indexacao, revisao e conexao com aulas e materiais relevantes.

FGV2026LXII Concurso - Analista Judiciario - Sem Especialidade - Tipo 1Analista Judiciario - Sem Especialidade

Enunciado

Na frase de César Augusto – “Apressa-te devagar.” – há a presença de um paradoxo, ou seja, o emprego de palavras que contrariam a lógica ou o senso comum, o que também ocorre na seguinte frase de Machado de Assis:

Alternativas

  1. A.
    “Faria, apesar do dia e da festa, ria mal, ria sério, ria aborrecido, não acho forma de dizer que exprima com exação a verdade.” (Memorial de Aires);
  2. B.
    “Mas já que falei dos meus tios, deixem-me aqui fazer um curto espaço genealógico.” (Memórias Póstumas de Brás Cubas);
  3. C.
    “Sabemos que a moça não era bonita. Pois estava linda, à força da felicidade.” (Quincas Borba);
  4. D.
    “Estava em casa de D. Cesária, onde a irmã escurecia tudo com a sua viuvez recente.” (Memorial de Aires);
  5. E.
    “Eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor.” (Memórias Póstumas de Brás Cubas).

Gabarito: alternativa correta destacada.

Comentario

Em A, "ria serio" associa o ato de rir a uma atitude seria, ideias normalmente opostas, formando paradoxo semelhante a "apressa-te devagar". As demais exploram digressao, mudanca avaliativa, metafora ou inversao lexical. Alternativa A: Correta. "Ria serio" combina estados semanticamente contraditorios. Alternativa B: Incorreta. "Curto espaco genealogico" e uma digressao breve, sem contradicao logica necessaria. Alternativa C: Incorreta. A felicidade explica a mudanca de aparencia e dissolve a aparente oposicao. Alternativa D: Incorreta. "Escurecia tudo" e metafora do luto, nao paradoxo. Alternativa E: Incorreta. "Autor defunto" e "defunto autor" formam jogo de ordem e perspectiva, nao a contradicao selecionada pela banca.