Enunciado
A frase abaixo – retirada do romance O Mulato, de Aluísio Azevedo – em que a palavra “coisa” foi substituída por uma palavra ou expressão de valor referencial inadequado ao contexto é:
Alternativas
- A.“A menina precisava de alguém que a guiasse, que a conduzisse! Um homem nunca podia servir para essas coisas!” / funções;
- B.“Era um bocadinho supersticiosa: não queria as chinelas emborcadas debaixo da rede e só aparava os cabelos durante o quarto crescente da lua. ‘Não que acreditasse nessas coisas’, justificava-se ela, ‘mas fazia porque os outros faziam.’” / tradições;
- C.“— Tem já o seu pecúlio, tem! considerava ele. A mulher que o quisesse, levava um bom marido! Aquele virá a possuir alguma coisa... é moço de muito futuro!” / bens;
- D.“Era cronicamente virgem, mas afirmava que em moça, rejeitara muito casamento bom. Dava-se a coisas de igreja; sabia vestir anjos de procissão e pintava os cabelos com cosmético preto.” / atividades;
- E.“Dias, o piedoso, o doce Luís Dias, também comparecera aquela noite à sala do patrão. Lá estava, metido a um canto, roendo ferozmente as unhas, o olhar imóvel sobre Ana Rosa, que, ao piano, dispunha-se a tocar alguma coisa e experimentava as teclas.” / música.
Gabarito: alternativa correta destacada.
Comentario
Na alternativa B, "essas coisas" retoma crencas e praticas supersticiosas, como a posicao das chinelas e a fase da lua. "Tradicoes" nao expressa adequadamente o valor de supersticoes ou crendices no contexto.
Alternativa A: Incorreta. "Funcoes" recupera adequadamente as tarefas de guiar e conduzir.
Alternativa B: Correta. A substituicao por "tradicoes" altera o referente especifico de crencas supersticiosas.
Alternativa C: Incorreta. "Alguma coisa" refere-se a patrimonio ou bens futuros.
Alternativa D: Incorreta. "Coisas de igreja" pode ser adequadamente parafraseado por atividades religiosas.
Alternativa E: Incorreta. No piano, "alguma coisa" designa uma musica ou peca musical.