Enunciado
No curso de inquérito que, no início da pandemia de Covid-19, apura a prática do crime contra as relações de consumo descrito no Art. 7º, inciso VI, da Lei nº 8.137/90, a autoridade policial representa pela interceptação do ramal telefônico de João, comerciante indiciado, sustentando a imprescindibilidade da medida para a investigação criminal. O crime em questão consiste na sonegação ou retenção de insumos e bens, para fim de especulação, e é punido com pena de detenção de 2 a 5 anos ou multa. A interceptação é autorizada pelo prazo de quinze dias, em decisão fundamentada, na qual o juízo considera demonstrada sua necessidade, bem como a existência de indícios suficientes de autoria. No caso narrado, o(a) advogado(a) do comerciante poderia sustentar a ilegalidade da interceptação das comunicações telefônicas, porque
Alternativas
- A.o prazo fixado pelo juiz excede o legalmente permitido.
- B.a interceptação não é admitida quando o fato objeto da investigação constitui infração penal punida, no máximo, com pena de detenção.
- C.a interceptação não é admitida quando o fato objeto da investigação constitui infração penal cuja pena máxima não seja superior a cinco anos.
- D.caberia apenas ao Ministério Público requerê-la.
Gabarito: alternativa correta destacada.
Comentario
Por que as demais estão erradas: A) quinze dias é o prazo legal inicial previsto para interceptação. C) o critério legal da vedação é a natureza da pena de detenção, não simplesmente a pena máxima de cinco anos. D) a autoridade policial pode representar pela medida, não apenas o Ministério Público.