Resumos/Processo Civil

Resumo gratuito

Responsabilidade por dano Processual

Resumo público de Processo Civil, com leitura aberta para revisão e links para aprofundar em aulas, mapas e materiais relacionados.

Responsabilidade por Dano Processual no Processo Civil

A responsabilidade por dano processual ocorre quando qualquer participante do processo – autor, réu ou interveniente – litiga de má-fé, causando prejuízos à outra parte. Este instituto visa coibir condutas desleais e assegurar a boa-fé processual, um dos pilares do Código de Processo Civil de 2015.

Aprofunde depois do conceito

Quer conectar Responsabilidade por dano Processual com aulas e materiais completos?

Depois de entender o primeiro bloco do resumo, use estes caminhos para estudar o tema com videoaulas, mapas mentais ou ebooks da disciplina.

Responsabilidade Regressiva do Advogado

  • O advogado é responsável por atos praticados com dolo ou culpa no exercício profissional (Art. 32 do Estatuto da OAB - Lei 8.906).
  • Em casos de lide temerária, a responsabilidade do advogado pode ser solidária com a do cliente, desde que comprovada a coligação para lesar a parte contrária. Essa apuração se dará em ação própria.

Deveres das Partes no Processo (Art. 77 CPC)

Para evitar o dano processual, as partes, seus procuradores e todos que participam do processo devem cumprir os seguintes deveres:

  • Expor os fatos em juízo conforme a verdade, evitando deturpações.
  • Não formular pretensão ou defesa destituídas de fundamento, atuando com base em elementos concretos e legais.
  • Não produzir provas e não praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou defesa do direito, visando a celeridade e eficiência processual.
  • Cumprir com exatidão as decisões jurisdicionais (provisórias ou finais) e não criar embaraços à sua efetivação.
  • Declinar o endereço residencial ou profissional para intimações no primeiro momento, e mantê-lo atualizado.
  • Não praticar inovação ilegal no estado de fato de bem ou direito litigioso.
  • Informar e manter atualizados seus dados cadastrais perante os órgãos do Poder Judiciário, especialmente para recebimento de citações e intimações eletrônicas (introduzido pela Lei 14.195/21, tornando a citação eletrônica prioritária para pessoas jurídicas).

Litigante de Má-fé (Art. 80 CPC)

Será considerado litigante de má-fé aquele que:

  • Deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso.
  • Alterar a verdade dos fatos.
  • Usar do processo para conseguir objetivo ilegal.
  • Opuser resistência injustificada ao andamento do processo.
  • Proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo.
  • Provocar incidente manifestamente infundado.
  • Interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.

Sanções por Litigância de Má-fé

  • Multa: A má-fé é punida com uma multa de 1% a 10% do valor corrigido da causa (Art. 81, caput, CPC).
  • Pluralidade de Litigantes: Se houver dois ou mais litigantes de má-fé, o juiz os condenará proporcionalmente ao seu interesse na causa, ou solidariamente se coligados para lesar a parte contrária (Art. 81, § 1º, CPC).
  • Valor Irrisório da Causa: Em causas de valor irrisório, a multa pode ser majorada até 10 salários mínimos.
  • Destinatário da Multa: A multa é destinada à parte contrária se o dano for causado por um adversário. Contudo, se o dano for causado por um serventuário (auxiliar da justiça), a multa é revertida para o Estado ou União.

Perguntas frequentes

O que caracteriza a litigância de má-fé no Processo Civil?

A litigância de má-fé ocorre quando a parte altera a verdade dos fatos, utiliza o processo para fins ilegais, interpõe recursos protelatórios ou opõe resistência injustificada ao andamento do feito. Essas condutas violam o dever de lealdade processual e visam prejudicar a parte contrária ou o próprio Poder Judiciário.

Qual é a penalidade aplicada ao litigante de má-fé?

O juiz aplicará uma multa que varia entre 1% e 10% do valor corrigido da causa, conforme o artigo 81 do Código de Processo Civil. Caso o valor da causa seja irrisório ou inestimável, a multa pode ser fixada em até 10 salários mínimos para garantir a efetividade da sanção.

O advogado pode ser responsabilizado por dano processual?

Sim, o advogado responde por atos praticados com dolo ou culpa no exercício profissional, conforme o Estatuto da OAB. Em casos de lide temerária, ele pode responder solidariamente com o cliente, desde que comprovada a coligação entre ambos para lesar a parte contrária em ação própria.

Quais são os principais deveres das partes para evitar o dano processual?

As partes devem expor os fatos conforme a verdade, não formular pretensões sem fundamento e cumprir com exatidão as decisões judiciais. Além disso, é obrigatório manter o endereço atualizado para intimações e evitar a prática de atos inúteis ou desnecessários que prejudiquem a celeridade processual.