Enunciado
João, pessoa com deficiência física de natureza motora, vive com o pai, a mãe e três irmãos solteiros, sendo todos maiores de 21 anos. Apesar de receber uma pensão especial de natureza indenizatória, no valor de um salário mínimo, tendo a família a renda mensal total de três salários mínimos, requereu a fruição do benefício de prestação continuada previsto na Lei Orgânica da Assistência Social, sob o argumento de não possuir meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família. O requerimento, no entanto, foi denegado, sob o argumento de não terem sido preenchidos os requisitos legais. João, no entanto, ficou irresignado com o indeferimento, pois o benefício deveria ser concedido em razão: I. do grau de sua deficiência; II. de sua dependência de terceiros; e III. do comprometimento de parte do orçamento familiar com gastos médicos não supridos pelo SUS. À luz da sistemática estabelecida pela Lei nº 8.742/1993, é correto afirmar que João:
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Gabarito: E
João integra grupo de seis pessoas: ele, os pais e três irmãos solteiros que vivem sob o mesmo teto. A renda total de três salários mínimos corresponde a meio salário mínimo por pessoa. A pensão especial indenizatória pode ser acumulada com o BPC e não constitui impedimento automático.
Base legal: Constituição Federal, art. 203, V; Lei 8.742/1993, arts. 20, pars. 1, 3, 4, 11 e 11-A, e 20-B, I a III; Decreto 6.214/2007, art. 5, par. 5.
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