Enunciado
Gabriel, funcionário há 20 (vinte) dias de uma loja de eletrodomésticos, soube, por terceira pessoa, que Ricardo, seu amigo de longa data, pretendia furtar o estabelecimento em que trabalhava, após o encerramento do expediente daquele dia, apenas não decidindo o autor do fato como faria para ingressar no local sem acionar o alarme. Ciente do plano de Ricardo, Gabriel, pretendendo facilitar o ato de seu amigo, sem que aquele soubesse, ao sair do trabalho naquele dia, deixou propositalmente aberto o portão de acesso à loja, desligando os alarmes. Ricardo, ao chegar ao local, percebeu o portão de acesso aberto, entrou no estabelecimento e furtou diversos bens de seu interior. Após investigação, todos os fatos são descobertos. Os proprietários do estabelecimento lesado, então, procuram a assistência de um advogado, esclarecendo que tomaram conhecimento de que Ricardo, após o crime, falecera em razão de doença pré-existente. Considerando apenas as informações expostas, o advogado deverá esclarecer aos lesados que Gabriel poderá ser responsabilizado pelo crime de
Alternativas
- A.furto qualificado pelo concurso de pessoas.
- B.furto simples, sem a qualificadora do concurso de pessoas em razão da ausência do elemento subjetivo.
- C.furto simples, sem a qualificadora do concurso de pessoas em razão da contribuição ter sido inócua para a consumação delitiva.
- D.favorecimento real, mas não poderá ser imputado o crime de furto, simples ou qualificado.
Gabarito: alternativa correta destacada.
Comentario
Por que as demais estão erradas: B) há elemento subjetivo de Gabriel em facilitar o furto. C) a contribuição não foi inócua, pois portão aberto e alarme desligado facilitaram a subtração. D) a conduta ocorreu antes/durante o furto, não como auxílio posterior de favorecimento real.