Enunciado
Por este motivo, nem tudo está submetido à legislação, porque é impossível legislar em algumas situações, a ponto de ser necessário recorrer a decretos. A regra do que é indefinido é também ela própria indefinida, tal como acontece com a régua de chumbo utilizada pelos construtores de Lesbos. Do mesmo modo que essa régua se altera consoante a forma da pedra e não permanece sempre a mesma, assim também o decreto terá de se adequar às mais diversas circunstâncias. ARISTÓTELES, Ética a Nicômano. São Paulo: Forense, 2ª ed. 2024. p. 114. A metáfora aristotélica da régua de Lesbos alude ao seguinte critério de julgamento, expressamente positivado no nosso ordenamento (em juizado especial e arbitragem, por exemplo):
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Gabarito: A
Julgamento por equidade. A metáfora aristotélica da régua de Lesbos representa a ideia de adaptação da regra geral ao caso concreto. Para Aristóteles, a lei, por ser geral e abstrata, não consegue prever todas as particularidades da vida; por isso, em certos casos, é necessário corrigir ou ajustar sua aplicação para alcançar a justiça concreta.
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