Enunciado
Mateus foi denunciado pela prática de um crime de homicídio qualificado, sendo narrado na denúncia que a motivação do crime seria guerra entre facções do tráfico. Cinco dias antes do julgamento em plenário, o Ministério Público junta ao processo a Folha de Antecedentes Criminais (FAC) do acusado, conforme requerido quando da manifestação em diligências, em que, de fato, constavam anotações referentes a processos pela prática do crime da Lei de Drogas. Apenas três dias úteis antes do julgamento, a defesa de Mateus vem a tomar conhecimento da juntada da FAC. No dia do julgamento, após a manifestação oral da defesa em plenário, indagado pelo juiz presidente sobre o interesse em se manifestar em réplica, o promotor de justiça afirma negativamente, reiterando aos jurados que as provas estão muito claras e que o réu deve ser condenado, não havendo necessidade de maiores explanações. Posteriormente, o juiz presidente nega à defesa o direito de tréplica. Mateus é condenado. Diante da situação narrada, o(a) advogado(a) de Mateus, em sede de apelação, deverá buscar
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Gabarito: D
Análise da correta: A alternativa D está correta. Embora o Promotor de Justiça tenha afirmado formalmente que não teria interesse na réplica, ao se dirigir aos jurados para reiterar que as provas eram claras e pedir a condenação, ele efetivamente utilizou a palavra e realizou a réplica material. Sendo assim, o juiz presidente deveria ter concedido à defesa o direito à tréplica, conforme o art. 476, § 4º, do CPP.
Base legal: Fundamento: Art. 476, § 4º e Art. 479 do CPP Segundo o Art. 476, § 4º, do Código de Processo Penal, a tréplica só é admitida se houver réplica da acusação. No caso, a manifestação do Promotor perante os jurados...
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