Enunciado
A autoridade policial recebeu denúncia anônima informando que Gabriel seria autor de um crime de apropriação indébita (Art. 168 do CP. Pena: 01 a 04 anos de reclusão e multa). Realizou, então, diligências para verificar a relevância daquela informação e, após constatar que havia motivos para justificar o início de investigação, instaurou inquérito para apurar a infração penal antes mencionada, indiciando Gabriel. O primeiro ato da investigação foi requerer, ao juízo competente, interceptação das comunicações telefônicas de Gabriel, pedido esse que foi deferido. Após a interceptação, a autoridade policial buscou obter outros elementos informativos, ouvindo a vítima e testemunhas que tinham conhecimento dos fatos e da autoria delitiva. Após o fim do prazo de 15 dias fixado para interceptação, com nova representação da autoridade policial e requerimento do Ministério Público, o juiz deferiu a prorrogação da medida, reiterando os termos da decisão que autorizou a medida inicial e destacando que aqueles fundamentos persistiam e foram confirmados pelo teor das transcrições das conversas já obtidas. Gabriel, no curso das investigações, foi intimado para prestar esclarecimentos, momento em que entrou em contato com seu advogado, que obteve acesso ao procedimento. Considerando as informações narradas, o(a) advogado(a) de Gabriel poderá questionar a interceptação telefônica realizada, porque
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Gabarito: C
A alternativa correta é a C. A interceptação telefônica é uma medida excepcional e subsidiária (ultima ratio). No caso narrado, ela foi o primeiro ato da investigação, e somente após a sua realização a autoridade policial buscou ouvir a vítima e as testemunhas. Isso viola o requisito da subsidiariedade, pois a prova poderia ter sido obtida por outros meios menos invasivos.
Base legal: A fundamentação legal encontra-se na Lei nº 9.296/1996, que regulamenta a interceptação telefônica. O art. 2º, inciso II, estabelece expressamente que não será admitida a interceptação quando a prova puder ser feita por...
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