Enunciado
No curso de investigação sobre organização criminosa voltada à prática de fraudes bancárias, a autoridade policial apreendeu diversos dispositivos eletrônicos como notebooks e smartphones na residência de um dos investigados, sem a imediata lavratura detalhada dos procedimentos de acondicionamento e lacração. Posteriormente, já na unidade policial, um dos aparelhos foi acessado por um agente policial não perito, antes da realização de espelhamento forense, sendo extraídas conversas de aplicativo de mensagens que indicariam a participação do investigado nos delitos. A perícia oficial, realizada dias depois, reconheceu que não houve preservação integral dos metadados originais, tampouco registro completo dos elos da cadeia de custódia digital, embora tenha conseguido recuperar parte relevante das conversas, que coincidem com aquelas inicialmente visualizadas pelo agente policial. Com base nessas informações, a autoridade policial obteve, mediante autorização judicial, dados junto à instituição financeira, que corroboraram as transações ilícitas. Na sentença, o Juiz reconheceu falhas na cadeia de custódia dos dispositivos, mas admitiu as provas obtidas junto à instituição financeira, condenando o réu. Diante desse cenário, é correto afirmar que
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Gabarito: E
A alternativa E está correta porque, embora a quebra da cadeia de custódia comprometa a confiabilidade e a integridade da prova digital diretamente afetada, as provas obtidas junto à instituição financeira, mediante autorização judicial, configuram fonte independente de prova, não sendo contaminadas pela ilicitude derivada, conforme o art. 157, § 1º, do CPP.
Base legal: Artigo 157, § 1º e § 2º, e Artigos 158-A a 158-F, todos do Código de Processo Penal (CPP). Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a quebra da cadeia de custódia e a teoria da fonte independente.
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