Enunciado
Joaquim, locador, celebrou um contrato de locação de um imóvel residencial em Fortaleza, CE, com Beatriz, locatária, tendo seu amigo Mário como fiador. No contrato original, o valor do aluguel era de R$ 2.000,00, com vigência de 30 (trinta) meses. Após 12 (doze) meses de contrato, locador e locatária acordaram, sem a anuência do fiador, em prorrogar o contrato por mais 12 (doze) meses e aumentar o valor do aluguel para R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), formalizando essa alteração por meio de um aditamento contratual. Tempos depois, Beatriz se tornou inadimplente em relação aos aluguéis e encargos referentes aos últimos seis meses do contrato prorrogado. Registra-se que Mário possui um único bem, onde reside com sua família. Além disso, consta que a esposa de Mário, com quem é casado pelo regime da comunhão parcial, não assinou o contrato de fiança, inexistindo, por consequência, a outorga. Sobre a hipótese apresentada, considerando a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e o Código Civil brasileiro, assinale a afirmativa correta.
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Gabarito: C
A alternativa C está correta porque, nos termos da Súmula 332 do STJ, a fiança prestada sem a devida outorga conjugal implica a ineficácia total da garantia, ressalvando-se os casos em que o fiador age de má-fé, ocultando maliciosamente o seu estado civil de casado.
Base legal: Súmula 332 do Superior Tribunal de Justiça (STJ); Súmula 214 do STJ; Artigo 1.647, inciso III, do Código Civil brasileiro; Tema 1127 de Repercussão Geral do STF.
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